Ajude uma comunidade de software livre, doe!

Se você sempre quis contribuir com alguma comunidade de software livre e nunca soube como, você pode começar colaborando financeiramente. Isso mesmo, as comunidades de software livre também precisam de dinheiro pra se sustentar, e não só do trabalho e da dedicação dos voluntários.

Esse ano, a comunidade de colaboradores do KDE na América Latina, da qual eu tenho orgulho de fazer parte :), está realizando uma campanha de arrecadação de fundos para que possamos realizar mais uma vez o nosso evento, o LaKademy.

Gostaríamos de pedir à todos vocês que colaborem e nos ajudem a reunir os colaboradores do KDE na América Latina, que trabalharão durante 4 dias para que os softwares que você usa fiquem ainda melhores ❤

Por favor, contribua! 🙂

Faça uma doação de qualquer valor: http://novo.vakinha.com.br/vaquinha/faca-acontecer-o-lakademy-2015

Nossa comunidade agradece!

Akademy 2014 – I went

Hello everyone!

Finally I had time to write about my participation in Akademy 2014. After the event I had to make another trip to attend the 1st week of free software of Curitiba, Paraná, where I presented two talks, one on the history of free software and other on how to be a KDE translator. Also I had to return to attend classes in my PhD program. In short: I had no time to write. But now I can do this, let’s go then!

It was my second time at Akademy, I had participated in the Desktop Summit 2011 in Berlin, Germany. So I already knew more or less what to expect from the event.

For those who do not know, the event took place in Brno, Czech Republic. Brno is the second largest city and has a beautiful architecture, as this church below:

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The event activities occurred in Fakulta elektrotechniky a komunikačních technologií VUT v Brně, The Faculty of Electrical Engineering and Communication Brno University of Technology.

DSC00844As I am not a programmer and do not understand much of the technical issues I could make better use of non-technical talks or less techniques such as Alex Fiestas talk about his experience in KDE. And the testimony of KDE groups in Asia were also very good, because it’s nice to know what are the experiences that others in the community have in their local groups. Another activity that also caught my attention was the talk of the VDG, because I am passionate about the work they are doing with the look of KDE. 🙂

To summarize the two days of talks activities were very beneficial for me to know what is happening in KDE and who is doing what. In addition, in the Sponsor Presentations I won a Kubuntu t-shirt <3

Over the next few days I watched some BoFs, as the documentation presented by Mikey Ariel. Documentation is an area that interests me, but that is still quite obscure to me.

Well, the whole event was wonderful for me because I was able to meet the community and share many ideas. And also find Brazilians who I had not seen for some time, as Camila and Helio. 🙂

Here is a picture of Brazilians at the Akademy 2014 😀

img_7718Well, I hope to go to more KDE events and always contribute to them. I would like to thank the KDE e.V for sponsoring my trip to Brno, and also for having helped us to to hold the second Lakademy what happened in the previous week to the Akademy, in São Paulo, Brazil.

Hope to see you all again next Akademy! 🙂

Minha participação no FISL 15

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Esse ano fui palestrante convidada da décima quinta edição do Fórum Internacional de Software Livre, o FISL. Eu não sabia ainda o que esperar do evento já que, por incrível que pareça, nunca tinha participado. Sou usuária de software livre desde 2007 e não sei porque cargas d’água eu nunca havia ido no FISL, mas enfim, o que importa é que esse ano eu consegui ir e vou contar para vocês algumas das minhas impressões.

Sempre ouvi falar que o FISL era um evento “mais político” que o Latinoware, que geralmente é classificado como “mais técnico”. Esse segundo eu já participo representando o KDE desde 2011 e posso falar com um pouco mais de conhecimento de causa. Mas realmente percebo essa diferença entre os dois. E isso tem muito a ver com o contexto histórico no qual se originou o FISL, a história desse evento se confunde com a história do desenvolvimento do movimento software livre aqui no Brasil. No entanto, isso não significa dizer que o FISL é superior ao Latinoware ou vice-versa, apenas que possuem perfis diferentes.

Na edição desse ano me parece que o evento estava afetado por uma polêmica que tomou conta da internet nos últimos dias, a de que o movimento software livre no Brasil tinha morrido. Na grade de programação havia uma mesa dedicada a discutir o tema. Fiz questão de assistir a ela, até porque sabia que o meu querido amigo Fred estaria lá na mesa disposto a se contrapor a essa ideia absurda de que deveríamos velar o defunto do nosso movimento.

Uma fala em particular me deixou bastante incomodada nessa palestra, era a de um dos membros da mesa que afirmava, sem muito pudor, que os ativistas de software livre que usam facebook, gmail, ubuntu, iphone e por aí vai, são todos “idiotas”. E aquilo foi como se ele dissesse que eu com meu trabalho de 7 anos para a causa do software livre, assim como tantos outros ativistas espalhados mundo afora, não fôssemos dignos de ser considerados ativistas legítimos porque usamos algumas dessas ferramentas.

Imaginei um novato que ainda usa windows/mac/etc chegando no evento super animado e interessado em saber como entrar na comunidade e se deparando com uma palestra em que a pessoa diz que ele não serve para o movimento software livre porque ele não é 100% livre. Já pensou? Bom, se a gente continuar a hostilizar todo mundo que usa tecnologias proprietárias e não souber como apresentar o software livre a essas pessoas de uma forma mais interessante, aí sim acho que o movimento vai morrer. Hostilizar as pessoas chamando-as de “idiota” é um tiro no pé. As pessoas tendem a querer se integrar a comunidades onde eles se sentem acolhidas e não hostilizadas.

Esse ativista, que se colocou numa posição melhor e superior a de todos nós, parece não ter consciência do processo de construção de toda militância política. Ele tem afirmado que “não mudou”, como se ele sempre tivesse sido esse “radical livre” que diz ser agora. Pois bem, eu não gosto de alimentar polêmicas mas vamos voltar a alguns anos atrás quando  essa mensagem foi enviada para a lista do PSL-Brasil:

Anahuac

Ok, agora vocês se quiserem saber um pouco melhor o que aconteceu nessa palestra, assistam o vídeo dela aqui. Poderão ver a minha resposta e a de muitas outras pessoas que não concordaram com essa ideia de que o movimento morreu e de que somos todos idiotas.

Vamos falar agora sobre as minhas palestras 🙂

Como havia dito, fui convidada para palestrar no evento e dei uma primeira palestra  (A tecnoutopia do software livre: uma história do projeto técnico e político do GNU) sobre a minha dissertação no espaço Paulo Freire, um espaço maravilhoso dedicado a discussões relacionadas a educação e tecnologia livre. Foi uma experiência muito boa palestrar lá, exatamente por poder falar diretamente com pessoas envolvidas com educação. Acredito que o tema do software livre não pode e não deve ser dissociado das discussões que perpassam educação, acesso e produção de conhecimento,  entre outros. Infelizmente no espaço Paulo Freire as palestras não são gravadas e para quem não pôde ir ao evento ou assistir as atividades do espaço, não vai ser possível saber o que rolou por lá 😦

Disponibilizo aqui os slides da palestra que foi apresentada lá:

A segunda palestra foi sobre a história do Projeto GNU, aproveitei a ocasião do aniversário de 30 anos do Projeto e a finalização da minha pesquisa de mestrado sobre ele para apresentar os principais fatos que marcaram sua criação. Acho que muitas pessoas na comunidade ainda desconhecem a história desse movimento, portanto, penso que seja importante tal palestra para que a gente possa deixar claro, inclusive, contra o que estamos lutando e o que o GNU pretende. Aqui estão também os slides desta segunda palestra:

Quem quiser assistir ao vídeo da palestra completa basta clicar aqui.
Eu também estava no FISL representando a comunidade KDE, portanto, participei das atividades como colaboradora da comunidade aqui no Brasil. Fizemos um encontro comunitário, que foi gravado e pode ser assistido aqui. Nele falamos um pouco sobre o que esperar da nova versão do Plasma que será lançada em julho e tiramos algumas dúvidas sobre Qt.
Bom, o que eu posso dizer do evento é que foi muito produtivo para mim enquanto militante e pesquisadora do software livre, assim como para a comunidade KDE. A  nossa participação, mais uma vez, nesse que é um dos principais eventos de software livre da América Latina, só reafirma que a nossa comunidade está atuante e que sempre procura marcar presença com programação de alto nível para os seus usuários. Esperamos vocês em outubro no Latinoware, onde comemoraremos os 18 anos do KDE 🙂

Minha palestra no Latinoware 2012

Mais um ano participando do Latinoware e representando a comunidade KDE Brasil! No ano passado o KDE comemorou 15 anos de história e eu fiquei responsável por apresentar essa trajetória aos participantes do evento.

Dessa vez palestrei sobre como colaborar com o KDE sem escrever nenhuma linha de código. A ideia era mostrar às pessoas que você não precisa ser um programador para contribuir com o KDE ou com qualquer outro projeto de software livre. A palestra foi voltada para o público em geral e nela procurei apresentar a comunidade internacional responsável por 16 anos de projeto KDE e as diversas atividades que são necessárias para desenvolver um projeto como esse.

Foto: Jean Pavão/PTI

Quem não pôde ir ao Latinoware mas gostaria de ter acesso ao que foi apresentado nessa palestra, basta clicar aqui e baixar os slides em pdf da minha apresentação! 😉

E se você está interessado em se envolver com o Projeto KDE e não sabe por onde começar, pergunte-me como! 😉