LaKademy 2017: ampliando os horizontes

Nesse feriado de 1º de maio chegou ao fim mais uma edição do LaKademy, encontro latino-americano de usuários e contribuidores da comunidade KDE. Essa foi a 5ª edição do evento, que continua atraindo novos interessados em fazer parte da comunidade. Dessa vez tivemos 6 novatos participando, o que é um ótimo número, considerando que o evento em si é de pequeno porte, já que não é um evento de palestras ou cursos, mas um evento concentrado, no estilo sprint de contribuição.

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Foto em grupo do LaKademy 2017.

Durante 4 dias nós nos dedicamos a trabalhar em projetos de interesse de cada um. Foram 17 participantes que se dividiram entre tarefas de promo, tradução, desenvolvimento e design. Eu, por exemplo, me dediquei a terminar o site do LaKademy, a trabalhar com promoção da comunidade e tarefas de tradução.

O trabalho com promo foi em tempo integral, já que durante todo o evento eu me dediquei a fazer postagens nas redes sociais, a fotografar o evento e a estruturar o principal veículo de divulgação do LaKademy, que é o seu site. Como o evento já acontece há 5 anos e já é um evento consolidado, pensamos que já era um bom momento de fazer um site para ele. Pela experiência que tive na construção da Timeline KDE 20 anos, achei que seria divertido e interessante me aventurar também na construção desse site.

Escolhi fazer uma página em HTML estático, porque o site funcionaria apenas como um repositório de informações sobre as edições do evento. Nada que envolvesse notícias ou inserção de muitas informações e que exigisse um sistema robusto. Quando cheguei ao evento boa parte do site já estava pronta, faltando acertar a questão da responsividade a dispositivos móveis e localização das páginas para Espanhol e Inglês.

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Durante o primeiro dia eu trabalhei na responsividade do site, fiz algumas alterações no layout para que ele se adaptasse em dispositivos móveis. Na versão para desktop, o site possui um menu hover que claramente não funcionaria bem em dispositivos com tela touch. A solução foi configurá-lo para se tornar um menu clicável estilo hambúrguer quando o site fosse aberto em celulares e tablets. Com a ajuda do Francisco Fernandes, que fez essa parte do menu hambúrguer, o site pode ficar um pouco mais responsivo.

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O problema é que como eu não tinha usado Bootstrap (que teria facilitado muito a minha vida se tivesse sido utilizado desde o começo :D), quando eu fui adicionar o menu das línguas no site isso mexeu na configuração que havia sido feita do menu hambúrguer 😦 No fim das contas, a decisão que acabei tomando foi abrir mão de fazer em HTML estático e partir para algo que seja “mais organizado” e mais automatizado. O Farid Abdelnour se prontificou em me ajudar a fazer isso usando WordPress. Em breve, portanto, teremos um site do LaKademy mais bonito, mais responsivo e mais poderoso 🙂

Bom, mas no primeiro dia além desse trabalho no site também teve reunião com a equipe de tradução que estava presente no evento: Fred, Bianca e Camila. Nos reunimos para definir o fluxo de trabalho para a reestruturação do Vocabulário Padrão, um antigo projeto que existia aqui no Brasil e que estamos tentando recuperar desde o último LaKademy.  A ideia era subir o VP para a infra do KDE, o que conseguimos fazer durante o evento, e atualizar os seus termos à medida que formos revisando as traduções de software e documentação dos projetos da comunidade.

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Durante o segundo dia e terceiro dia, eu contei com a ajuda dos 3 (Fred, Bianca e Camila) para traduzir para o Inglês as páginas do site. A ideia é que o site esteja disponível em 3 idiomas. A versão em Inglês já está feita e o próximo passo é pedir ajuda de alguém do time tradução de Espanhol para realizar a tradução para essa língua.

Ainda no terceiro dia aconteceu de manhã a aguardada reunião de promo, da qual todos participam, independente da área. Ela é o momento do evento em que todos somam esforços para contribuir para a construção de estratégias que visem aprimorar a divulgação e o alcance dos projetos da nossa comunidade. É nela também que sempre discutimos o local de realização do próximo LaKademy, recebemos propostas ou já saímos com o local decidido. Nesse ano tivemos 3 propostas (Curitiba, Belém e Florianópolis), o que é muito bom, pois significa que tem muita gente disposta a organizar o evento por aí 😀

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No quarto e último dia eu me dediquei a revisar algumas coisas do código do site, como a integridade dos links e algumas partes da tradução. Mas o trabalho maior mesmo foi na parte de promo. Depois da reunião do dia anterior, onde discutimos sobre a necessidade de reestruturar algumas coisas do site do KDE Brasil, como melhorar as informações sobre os nossos canais de contato e comunicação, eu me dediquei a escrever um texto que apresentasse à comunidade as várias formas através das quais ela poderia se conectar ao grupo do KDE aqui no Brasil.

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Um gif bem legal 😀

No final, saímos do evento com muitas ideias legais a serem colocadas em prática e com a sensação de que estamos nos fortalecendo a cada LaKademy e trazendo gente nova e boa. Foi cansativo, foi puxado, mas ao mesmo tempo muito prazeroso ❤

Gostaria de agradecer ao KDE e.V. pelo apoio (mais uma vez) ao nosso trabalho. Ao Fred, que foi o anfitrião do evento esse ano, assim como a todos os participantes que contribuíram para a harmonia e sucesso do LaKademy 2017. Até 2018!

Para ver mais imagens do evento, basta visitar a nossa página no Flickr.

LaKademy 2017 just started!

The Latin America KDE Summit, LaKademy, just started today in Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil. The country is in the middle of a general strike, which I’m supporting, but the LaKademy couldn’t stop. We’ve been organizing this meeting for a year.

The event will last until May 1, Internacional Worker’s Day. This year LaKademy is celebrating its 5th edition. It’s a special time to celebrate our activities here in Latin America and keep up the work to attract more contributors to community.

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LaKademy stickers.

This edition we have 6 new people attending to LaKademy, it’s a great number considering that the summit have 16 people in total. We hope all of them can keep contribute with community and also bring more people too 🙂

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Almost everyone gathered, some will still arrive.

In these raining days here in BH (how people lovingly call the city), I intend to finish the LaKademy website and work with some translations stuffs. I also plan to do my usual work, which is to think in ways to spread the KDE word to the world :).

Stay tuned, I will post more news about the event soon.

 

Como configurar scanner HP Deskjet 2136 no Chakra Linux

Recentemente comprei uma impressora multifuncional HP Deskjet 2136. A escolha por HP é meio óbvia para quem usa GNU/Linux, a empresa oferece um ótimo suporte para esse sistema.

Antes de começar a configuração, veja se você tem instalado o pacote “hplip”, que é o pacote de drivers da HP para Linux. Também é preciso instalar o “Sane“, ele é quem dá suporte ao scanner. E o programa para scannear, no caso eu uso o “Simple Scan”.

Ao plugar a impressora na minha máquina a configuração inicial foi bem simples. Como uso Plasma Desktop, da comunidade KDE, fui direto no Menu > Configurações do sistema > Impressoras. Depois disso você clica no botão “Clique para adicionar uma nova impressora”:

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Depois disso vai abrir uma janela solicitando que você insira sua senha de root. Feito isso basta clicar no botão “Ok” para dar prosseguimento a instalação:

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Se o sistema identificar a sua impressora ela vai aparecer na lista, como mostrado abaixo. Então é só selecioná-la e clicar em “Próximo”:

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A próxima janela vai exibir a lista de drivers para a sua impressora. Você vai perceber que a lista oferecer o “hpijs” e “hpcups”. Eu sugiro que você escolha o “hpcups”, porque é o driver mais novo:

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Depois é só clicar em “Concluir” e digitar sua senha de root.

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Então sua impressora estará configurada!

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O próximo passo agora é configurar o scanner, caso ele não tenha sido identificado automaticamente pelo sistema, como foi o meu caso. Ao abrir o Simple Scan e clicar no botão “Preferências” e depois em “Origem da digitalização”, o programa mostrava apenas a minha webcam como dispositivo reconhecido.

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A solução que consegui encontrar foi alterar o arquivo de configuração do sane, em /etc/sane.d/dll.conf. Como root eu acessei esse arquivo “dll” através do Vi e adicionei duas linhas: “hpoj” e “hpaio”. Isso fez com que o Simple Scan reconhecesse meu scanner e funcionasse direitinho. Se essas duas linhas já tiverem presentes no arquivo e tiverem comentadas, basta descomentá-las e testar se funciona também.

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Não sei se funciona em todos os casos e não sei se funciona em todas as distros, funcionou comigo no Chakra e pode ser uma luz pra quem não sabe como resolver. Se a princípio isso não funcionar, você pode tentar ver se não é um problema também de permissão. Eu tive também que adicionar manualmente o ID da minha impressora em /usr/lib/udev/rules.d/, tal como é explicado na wiki do Arch.

Enfim, espero que esse breve tutorial tenha sido útil. Qualquer dúvida, basta comentar aqui embaixo e se eu souber responder, com certeza ajudarei 😉

Resultado da pesquisa sobre uso de Qt no Brasil

Como muitos de vocês devem saber, durante o mês passado eu realizei uma pesquisa sobre o uso de Qt aqui no Brasil. A intenção era fazer um mapeamento sobre os usuários e contribuidores e tentar descobrir se existe público interessado em participar de um evento sobre o tema aqui no país. Após terminada a pesquisa, gostaria de agradecer a todos que participaram e ajudaram a construir esse mapeamento. Ao todo tivemos 230 respostas. Para as principais perguntas vou postar aqui o gráfico representativo de cada uma delas.

A primeira pergunta sobre o uso que as pessoas fazem do Qt, a maioria respondeu que conhecia o toolkit, apenas 12,2% dos entrevistados nunca ouviram falar dele. Mais da metade também respondeu que usa ele por iniciativa própria ou como parte do trabalho.

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Sobre a área de atuação, a maioria trabalha com desenvolvimento, cerca de 64,3%.

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GNU/Linux foi a plataforma mais indicada pelos que atuam em desenvolvimento, 64,3% a usam. Em segundo está Windows com 40,9%.

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A maioria das pessoas que responderam a pesquisa afirmaram trabalhar em empresas de computação ou de outras áreas, sendo funcionários ou mesmo proprietários.

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Por último, as respostas sobre o tempo de uso do Qt.

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Outras respostas foram bem previsíveis, como o gênero da maioria das pessoas que participaram da pesquisa e se elas tem ou não interesse em participar de um evento sobre Qt no Brasil.  91,3% das  pessoas que responderam se declararam como sendo do gênero masculino. 86,1% afirmaram ter interesse em participar de um evento sobre o tema.

Bom, pra uma primeira sondagem, acho que o número de respostas conseguidas foi razoável e também satisfatórias. Acredito que se conseguirmos organizar um evento sobre o tema, podemos atingir mais pessoas interessadas em Qt que não foram atingidas por esse questionário. O próximo passo agora será fazer um projeto para prospectar possíveis empresas interessadas em patrocinar o evento. Portanto, se você que está lendo isso conhecer alguma empresa que poderia ter interesse em patrocinar esse tipo de evento, por favor, entre em contato conosco para que possamos viabilizar a organização do evento.