4 de maio: Dia internacional contra o DRM

Hoje, a Free Software Foundation está convocando mais uma campanha internacional contra o DRM (Digital Restrictions Management). A ideia da campanha é incentivar os usuários de tecnologias digitais a combater e rejeitar produtos/empresas que fazem uso de DRM para restringir a liberdade de compartilhamento das informações. Para isso a FSF sugere um dia dedicado a fazer uma verdadeira campanha publicitária a nível global. Ela convoca todos os interessados em participar do International Day Against DRM a realizarem eventos em suas cidades, postagens em blogs e rede sociais e colocação de banners da campanha em sites e blogs para alertarem sobre perigos do DRM. Essas e outras ações estão na lista do que você pode fazer para contribuir com a campanha.

Gostaria de dar a minha contribuição aqui hoje através da tradução do post oficial da campanha, que segue abaixo:

Dia Internacional Contra o DRM – 04 de maio de 2012

Enquanto o DRM tem sido amplamente derrotado nas músicas baixadas, é um problema crescente na área dos ebooks, onde as pessoas tiveram seus livros restritos de tal maneira que não podem emprestá-los livremente, revendê-los ou doá-los, lê-los sem que seja rastreado, ou movê-los para um novo dispositivo sem que seja necessário comprar todos eles novamente. Essas pessoas até tiveram seus ebooks deletados  por empresas sem sua permissão. Isso continua a ser um grande problema na área de filmes e videos também.

Junte-se a nós no trabalho de eliminar o DRM!

Pessoas de todo o mundo vão estar mostrando a sua oposição ao DRM, e você pode se juntar a elas! Participe de um evento local e faça parte do Dia Contra o DRM em 4 de maio de 2012.

Além de participar ou organizar eventos, você pode se juntar a outros ativistas na blogagem sobre o DRM, colocando banners em seus sites e blogs, falando sobre DRM nas suas redes sociais e mais. Veja abaixo uma lista em evolução de todas as formas diferentes que você pode ajudar a conscientizar as pessoas.

Envie-nos as suas imagens de eventos anteriores — info@defectivebydesign.org

Por favor, marquem seus calendários e juntem-se à lista de discussão do Dia contra o DRM para atualizações frequentes entre hoje e o 4 de maio.

Matt, Josh, John and Richard
A Equipe de Eliminação do DRM

Coisas que você pode fazer hoje

Download de materiais 
Nós encomendamos um cartaz para o Dia Contra o DRM em 2012 de Brendan Mruk. Você pode usar sua imagem como base para seus próprios cartazes, ou baixar um dos  nossos exemplos de cartazes. Nós também fornecemos uma fonte SVG para os cartazes, para que você possa fazer o seu próprio cartaz usando o Inkscape.

No Dia contra o DRM

  1. Compartilhe links em suas redes sociais sobre o Dia contra o DRM.
  2. Participar de um evento. Se não houver uma em sua região, crie!
  3. Identifique produtos defeituosos na Amazon. A Amazon tem “fóruns de marcações” também, onde as marcações sobre os produtos podem ser discutidas.
  4. Escreva um post explicando os problemas com o DRM e por que você não vai comprar nada infectado com ele.
  5. Escreva uma carta à sua biblioteca pública local e ao sistema de ensino, pedindo-lhes para abandonar o DRM.
  6. Faça um vídeo falando sobre os perigos do DRM e coloque em sites de compartilhamento de vídeo.
  7. Imprima o nosso cartaz do Dia Contra o DRM e exiba-o em sua biblioteca local, em seu trabalho ou escola.
  8. Você usa Netflix? Peça ao Netflix para abandonar o DRM em seus próprios shows, e para suportar streaming livre de DRM.
  9. Compre produtos e apoie artistas que estão falando contra o DRM.
  10. Deixe comentários nas avaliações de dispositivos infectados com DRM alertando as pessoas sobre eles.

Eventos anteriores

Envie-nos as suas imagens de eventos anteriores – info@defectivebydesign.org

Occupy Wall Street: podemos na esquerda aprender alguns truques novos?

Em tempos de grave crise financeira os EUA virou palco de um movimento inspirado nas revoltas pró-democracia do Oriente Médio. O Occupy Wall Street é um movimento sem líderes que pretende repetir Tahrir na terra do Tio Sam. A ideia é reunir, pelo menos, 20 mil pessoas acampadas em Manhattan, onde está localizado o centro financeiro do país, Wall Street, para protestarem, de forma não violenta, contra o sistema capitalista, a corrupção e a favor da democracia e da liberdade. A ocupação começou ontem, 17 de setembro, e não tem data para terminar. Ela foi convocada em julho deste ano através do site da, já conhecida, organização anti-consumista Adbusters.

No trecho abaixo podemos entender melhor quais são as principais motivações do protesto:

As pessoas que vêm para Wall Street em 17 de setembro, vêm por várias razões, mas o que une todos elas é a oposição ao princípio que passou a dominar não só a nossa vida econômica, mas a nossa vida inteira: o lucro acima de tudo. (…) O mundo não tem que ser dessa maneira. Uma sociedade de crueldade e isolamento pode ser confrontada e substituída por uma sociedade de cooperação e comunidade. Os cínicos dirão que este mundo não é possível. Que as forças dispostas contra nós ganharam e sempre vencerão e, talvez, devam sempre ganhar. Mas eles não são deuses. Eles são seres humanos, como nós. Eles são um produto de uma sociedade que recompensa o comportamento que nos trouxe para onde estamos hoje. Eles podem ser confrontados. E mais, eles podem ser alcançados. Eles só precisam nos ver. Ver além das etiquetas de preços que levamos. E se eles são deuses? Então seremos Prometeu. E vamos rir pois estamos amarrados à pedra para esperar a águia.

O movimento está envolto pela pretensão de criar novas estratégias para que, enquanto esquerda, consiga se articular em torno de soluções, digamos, menos utópicas e mais pragmáticas:

Podemos na esquerda aprender alguns truques novos? Podemos partir para Manhattan com uma mentalidade nova e uma reivindicação nova e poderosa? Estrategicamente falando, há um perigo muito real de que se nós ingenuamente colocarmos as cartas na mesa e nos reunirmos em torno da “derrocada do capitalismo” ou algum utópico slogan igualmente desgastado, então o nosso momento Tahrir irá rapidamente fracassar como um outro espetáculo ultra-esquerdista inconseqüente logo esquecido.

Occupy Wall Street busca se diferenciar do que chama de espetáculo ultra-esquerdista inconsequente através, por exemplo, de proposições como a do retorno da Lei Glass-Steagall, criada nos EUA durante a crise de 29 para conter os seus efeitos e revogada em 1999, depois de anos de pressão do setor bancário. Essa lei pretendia evitar, entre outras coisas, a especulação financeira e um novo colapso bancário, principalmente através da proibição de bancos comerciais exercerem atividades de bancos de investimento. Uma outra proposta encarada por eles como viável e simples seria exigir um imposto de %1 sobre as transações financeiras. Ambas as propostas teriam, assim como outras que podem surgir, de emergir de assembleias populares convocadas durante a ocupação.

Neste exercício de repensar as práticas de uma esquerda desgastada, o movimento aponta para o que considera ser os tipos de práticas adequadas para o sucesso do seu protesto e, consequentemente, dos protestos da esquerda em geral. Há um destaque para a ausência de partidos políticos, para a importância das assembleias populares e para a construção de um movimento pacífico:

Então, vamos aprender as lições estratégicas de Tahrir (não-violência), Syntagma (tenacidade), Puerta del Sol (assembleias populares) e deixar de lado a adesão a partidos políticos e dogmas desgastados da esquerda. Em 17 de setembro, vamos plantar as sementes de uma nova cultura de resistência na América que inicia um despertar democrático permanente.

E como em tempos de movimentos em rede nada (ou quase nada) escapa de cair no ciberespaço, o Occupy Wall Street já começa a ultrapassar as fronteiras norte-americanas e se espalhar pelo resto do mundo. Um movimento de proporções internacionais convoca à todos para ocuparem o centro financeiros de suas cidades imediatamente, é o September 17th EVERYWHERE! Nessa página você encontrará informações sobre todos os focos do movimento em diversas partes do mundo.

Você também pode acompanhar as notícias sobre os protestos nas redes sociais:

Twitter: @OccupyWallSt  Hashtags usadas no twitter: #OccupyWallStreet #TakeWallStreet #sep17 #ows

Live stream: http://www.livestream.com/globalrevolution

Facebook: https://www.facebook.com/event.php?eid=144937025580428

Tumblr: http://occupywallstreet.tumblr.com/