Estaríamos obcecados pelas redes sociais?

As redes não são novidades da era da internet, os indivíduos sempre se aglomeraram em comunidades orientadas por interesses comuns e afinidades. Mas embora precedam o boom da internet, as redes só depois deste ganharam um papel central na nossa sociedade, tornando-se uma de nossas principais formas de organização. Não por acaso muitos estudiosos descrevem nossa sociedade como a sociedade da/em rede. O sociólogo Manuel Castells é um exemplo disso. Escreveu, inclusive, uma extensa obra intitulada A sociedade em rede, onde aborda a revolução tecnológica ocorrida no final do século passado e que teve/tem importantes implicações na nossa organização social. Poderia citar também Yochai Benkler, um professor de direito, estudioso das redes, que através de suas obras, em especial o livro The Wealth of Networks, faz uma leitura da sociedade atual como sendo caracterizada pela network information economy.

Mas, mesmo que você não tenha lido nenhum desses estudiosos citados acima, ou qualquer outro que aborde o tema, não seria dificil constatar a onipresença das redes no nosso dia a dia. E se falarmos de redes sociais a coisa fica ainda mais evidente. As redes sociais praticamente dominaram a internet nos últimos anos. 1 de cada 8 pessoas no mundo possuem facebook. São 955 milhões de contas no facebook e meio bilhão no twitter. O fascinio por essas redes só parece crescer à medida em que elas crescem, ficam mais sofisticadas, oferecem cada vez mais serviços novos.

Mas o que tem preocupa muita gente é o tempo gasto pelas pessoas nessas redes: de cada 5 minutos gastos online 1 é gasto nas redes sociais. Essas informações vem de um infográfico criado pela Psychology Degree e revelam pelo menos duas coisas: estamos nos expondo cada vez mais nessas redes e estamos gastando cada vez mais tempo com elas. Os resultados deste infográfico também levantam uma questão importante: Estaríamos obcecados pelas redes sociais ou estaríamos no fundo obcecados por nós mesmos?

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A pergunta se justifica pelo fato de que estamos nos expondo muito e essa exposição talvez não seja necessariamente uma demanda das próprias redes, mas uma demanda narcisista nossa, já que  80% do que é postado nas redes sociais diz respeito ao individuo que está postando. O que o gráfico sugere é que pessoas com altos niveis de narcisismo ou baixos níveis de auto-estima gastam mais de uma hora por dia no facebook.

Esse fenômeno de exposição exagerada e/ou narcisista que caracteriza as redes sociais se encarado por outro viés poderia ser entendido, por exemplo, como parte daquilo que compõe o sujeito pós-moderno. Ou mesmo como parte daquilo que compõe a sociedade do espetáculo, tão anunciada por Guy Debord. Talvez não sejam as redes que nos tornam performáticos, adoradores do espetáculo, mas nós que atribuimos a elas esse caráter.

A performance, como defende o psiquiatra Joel Birman, seria aquilo que define o nosso lugar social no mundo de hoje. O indivíduo de hoje é essencialmente performático. Isso diria muito sobre nosso comportamento nas redes sociais, toda a necessidade de nos exibir e falar do que é intimo e do que provavelmente em outras circunstâncias não seria de interesse público. Reforçando o que afirma Birman, Gilberto Dupas* completa o argumento com a ideia de que não seria a toa que as grandes doenças que nos atingem hoje e as quais a psiquiatria tem dedicado muitos estudos são aquelas onde a performance falha: “a depressão (o sujeito trancado em si mesmo) e a síndrome do pânico (o sujeito que não consegue estar num contexto em que a exibição de sua performance é requerida).”

Essa discussão também nos leva a outro ponto importante que envolve a performance, a privacidade. Ela que nesse ambiente da rede é ao mesmo tempo almejada e desprezada. Nunca quisemos tanto ter nossa privacidade preservada assim como nunca nos expusemos tanto quanto. É irônico e problemático. São duas faces da mesma moeda, implicações da cultura da rede que se apresentam a nós como enigmas a serem decifrados, questões a serem contornadas sob pena de nos perdemos nas armadilhas que nós próprios criamos. A rede não é ruim ou boa, as redes sociais não são ruins ou boas, como qualquer outra ferramenta que usamos, os usos que atribuiremos a elas é que determinarão se estamos indo num caminho saudável, do ponto de vista da privacidade e tudo mais, ou se estamos nos sabotando.

* No livro “Ética e poder na sociedade da informação”. Citação retirada das páginas 53-54.

25 opiniões sobre “Estaríamos obcecados pelas redes sociais?

  1. A falta de tempo faz com que nós nos desligassemos das coisas. Podemos estar em um jantar de família, presente de corpo, mas ausente de mente. Nossa cabeça estará ligada e logada no Facebook ou outras redes sociais.
    Quando encontramos algo que não nos tira do conforto, isso é facilmente capturado para a nossa vida. Falar com a pessoa que está sentada, literalmente, ao seu lado por “inbox” hoje em dia é “normal”.
    Contas em redes sociais aumentando cada vez mais, celulares com 3G estão sendo cada vez mais consumidos, acordar e checar o e-mail virou rotina.

  2. O momento em que vivemos hoje nos faz lembrar da Teoria de MacLUHAN sobre Aldeia Global. Essa nova aldeia que vivemos do homem eletrônico, filhos das transformações tecnológicas nos remete a criação de uma nova forma de viver. Nós compartilhamos pensamentos, imagens e relações com pessoas de diferentes culturas. A tecnologia nos fez criar um ambiente novo o qual as pessoas passaram a ter dependência, na verdade todos nós somos dependentes desse novo ambiente. Mas Cybercultura vivência por nós por meio das redes sociais está cada vez mais forte. Essa tecnologia infiltrada no mundo moderno, certamente é uma nova cultura que adotamos, mas apesar de seus benefícios para a comunicação e o mundo corporativo, tem seus pontos negativos. As pessoas ficam presas a si querendo mostrar a outras pessoas por meio de imagens o que não são. E ao mesmo tempo que você está rodeado de amigos está sozinho.

  3. A mídia já faz parte de nossas vidas e ela é muito presente nela, fazendo parte do nosso cotidiano e de como pensamos e agimos. Um exemplo disso são as redes sócias que usamos praticamente todos os dias para podermos nos atualizar sobre o que esta acontecendo como as pessoas a atualiza-las sobre o que esta acontecendo com a gente. Além disso, hoje em dia estar conectado esta virando cada vez mais fácil, já que podemos nos conectar por aparelhos como o notebook, o tablet e os celulares. Por isso mesmo a internet fornecendo consequências ruins, ela proporciona facilidade e rapidez para que a gente sempre esteja informado.

  4. No final do século passado, ocorreu a revolução tecnológica, e com ela, aos poucos, foi sendo introduzida a cibercultura. Fenomeno esse, que é definido como um modelo sociocultural que provém de uma relação de trocas entre a sociedade, a cultura e a tecnologia.
    Não é preciso ter muito conhecimento sobre o assunto para poder evidenciar que as redes sociais, hoje em dia, conquistam um espaço significante na internet,e que o motivo disso tudo é compreensível.
    O serviço que essas redes nos oferecem, “forja” um conjunto de elementos presentes na nossa realidade social, oferecendo-nos “serviços” que nos relacionam com os outros indivíduos de forma extremamente prática.
    Não cabe a mim debater se esse novo veículo da comunicação nos prejudica ou não, mas posso afirmar que ele tem a capacidade nos aproximar cade vez mais do espetáculo e de afastar-nos gradualmente da vida(social)real.

  5. Concordo quando Lindsay Stanford diz que estamos assim porque nao temos mais tempo.
    Hoje em dia, achamos muito mais simples digitar uma mensagem no facebook para a pessoa com quem queremos falar (enquanto estamos fazendo outra coisa simultaneamente) que encontra-la ou até mesmo fazer uma ligaçao.
    Uma vez que convivemos com toda essa teconologia e a facilidade que as redes sociais nos trazem, nao queremos mais ficar sem.
    Nao penso que isso é uma coisa positiva, pois deixamos o contato humano e pessoal cada vez mais de lado para ficarmos conectados as redes sociais.
    As pessoas, quando conectadas a internet, podem ser quem elas desejam ser. Fazem isso, pois se sentem “protegidos”. Essa é a razao pela qual pessoas timidas e com baixos niveis de auto-estima passam mais tempo no facebook. Isso que por um lado pode ser positivo para elas, pois lá conseguem se expressar, pode ser negativo tambem.
    Nao devemos nos esquecer que existe o cyberbullying, por exemplo, que pode trazer consequencias negativas para as pessoas.

  6. Hoje em dia, as pessoas gastam tanto tempo acessando as redes sociais pois conseguem ter acesso à tudo o que procuram sem mesmo sair de casa. Conversam com amigos, fazem novos amigos, vêem fotos, se exibem, etc., ou seja, relata a vida real das pessoas, mas virtualmente. Porém, o que parece ser perfeito acaba prejudicando a própria vida real das pessoas, que acaba sendo deixada de lado. A internet não é apenas um meio de acessar as redes sociais, ela serve também para entreter, informar as pessoas sobre assuntos diversos. Isso está sendo esquecido pois as redes sociais estão ocupando muito espaço na vida das pessoas, que estão cegas em relação à segurança e privacidade, que foram esquecidos, e todos acabam expondo suas vidas o tempo todo.

  7. Acordar e não ver o Facebook? Algo meio impossível nos dias de hoje. Estamos ligados a internet, ao mundo, a informações 24 horas por dia.
    Com o surgimento dos meios eletrônicos tornou a comunicação capaz de reproduzir a simultaneidade plural do pensamento, ou seja, o que pensamos, idealizamos, acreditamos, postamos no facebook, ou em outros meios de comunicação, assim tornando o seu pensamento o de todos. Com toda essa tecnologia se comunicar ficou muito mais fácil, porém muito mais vago. Aprendemos a viver em um mondo que o conformismo virou lei.

  8. É fato que as novas tecnologias mudaram a forma de as pessoas se relacionarem, e diferente de outras mudanças que aconteceram no mundo, a internet mudou as relações de forma surpreendentemente rápida.
    Acredito que o grande problema, no entanto, é que pelo fato de as redes sociais realizarem exatamente o mesmo papel da vida real, só que de forma diferente (criação de amizades, fotos, entre outros), acabamos por deixar de lado a vida social real, para viver apenas no mundo virtual. É a universalidade sem a totalidade, ou seja, você pode estar em todos os lugares, sem viver aquilo, necessariamente.
    Por esse motivo, outro fator a ser considerado nesse ciberespaço é a criação de novas leis, adaptadas a essa nova realidade.

  9. A mídia cada vez mais está presente na vida de um individuo dentro da sociedade, a prova disso é que quase todos estão conectados 24 horas a internet através de aparelhos celular, tabletes, muitos são dependentes dessa tecnologia, fazem dela um mecanismo de trabalho no seu dia-a-dia, a internet além de ser um meio de se obter informação, é um lugar em que as pessoas através das redes sociais utilizam para se relacionar. E de uma certa forma, penso que fomos dominados pela cibercultura, principalmente pelas digitas, creio que estamos em um ponto onde não tem mais volta, onde sempre estaremos conectados através das mídias tecnológicas.

  10. Cibercultura é a cultura contemporânea fortemente marcada pelas tecnologias digitais. Essa tecnologia nos levou a um caminho sem volta, nos vemos hoje, dependentes da internet. O contato com o meio virtual está cada vez mais próximo, e cada vez mais atinge um número maior de pessoas. Hoje podemos acessar pelo celular a internet, podemos nos conectar ao facebook, intagram,twitter e postar instantaneamente. Esta é uma ferramenta que veio para facilitar e ajudar. Talvez a forma como a utilizamos, não seja de uma maneira saudável, como foi proposta.
    O vicio pelas redes sociais, a necessidade de expor as suas privacidades, de se exibir, seria essa uma forma de autoafirmação? Como aborda o texto, seriam as redes que nos tornam adoradores do espetáculo ou nós que atribuimos a elas esse caráter?
    De acordo com o Douglas Kellner é necessário cada vez mais estudos minuciosos acerca dos efeitos sociais da mídia sobre os indivíduos

  11. Para começar darei o exemplo da cibercultura, que é uma forma sociocultural que torna a comunicação mais flexivel. Ou seja, a 50 anos atras, para falar com alguem de outro estado tinhamos que mandar cartas ou então ligar para a telefonista para ela transferir a ligaçao e ficar horas esperando a ligação ser transferida. Agora, séx XXI, é tudo mais fácil! A internet ajudando tudo, com redes sociais e Skype, por exemplo. Rápido e fácil acesso, nos faz cada vez mais querer usa-los.
    Postar como está nosso dia nas nossas páginas de relacinamento nas redes virou rotina. Fotos, check-in’s, “curtidas”, tudo isso em nossa página mostra para as otras pessoas quem nos somos.
    Sim, a geração desse séx está viciada em redes sociais. Passamos mais tempo olhando o Facebook do que lendo uma revista, por exemplo. Gostar de mostrar o que acontece em nossas vidas e saber o que está acontecendo na das outras pessoas é recorrente e viral.

  12. Somos bombardeados pelas mídias e com as redes sociais não é diferente. Com a tecnologia dos smartphones e tablets, a conectividade das pessoas com estes sites de relacionamento são constantes e praticamente ininterrupta.
    Como dito no texto, Debord relatou esta sociedade do espetáculo com antecedência, hoje tornando-se realidade.
    Mas chegaríamos ao puro narcisismo?
    O ser humano tão completo e de grande sabedoria pode se reduzir a simples 140 caracteres?
    Nesta sociedade que vive de informações 24 horas por dia, não temos tempo de refletir sequer um segundo sobre o conteúdo lido que outra notícia já é relatada em diferentes portais e redes sociais.
    A simplicidade desta geração Y talvez seja um dos grandes pecados, tornando a vida alheia, melhor estudada do que outro componentes tão importantes do conhecimento.

  13. No momento em que começam a abrir clínicas para tratar viciados em mídias digitais, percebemos que algo de errado está acontecendo. As relações entre a sociedade, a cultura e as novas tecnologias são cada vez mais influentes no mundo, hoje. Criou-se um conceito de Cibercultura, que é uma ligação entre as relações sociais e as tecnologias. Segundo Pierre Lévy, filósofo da informação, a comunicação está mais flexível atualmente. Antes, o sistema era “um para todos”, agora, o sistema passou a ser “todos para todos”. Para ele, “Não é a cultura dos fantásticos da Internet, é uma transformação profunda da noção mesma de cultura”. Outro aspecto da Cibercultura diz que é preciso “explorar as potencialidades deste espaço no plano econômico, político, cultural e humano”. Porém, alguns problemas identificados pelo próprio Lévy são: exclusão e aumento das desigualdades, a cibercultura é sinônimo de caos e a ameaça das culturas e da diversidade de línguas (o domínio do inglês).

  14. Atualmente, as pessoas simplismente já acordam conectadas na internet. Celulares como Smartphones armazenam todas suas informacoes e ao liga-lo voce está automaticamente se conectando em todas as redes sociais que você utiliza como facebook, twitter, tumblr, wordpress e instagram. Essa necessidade de estar conectado pode ser verificado com mais frequencia na populacão mais jovem, pelo simples motivos de nós termos mais facilidade com o mundo tecnologico. O celular atualmente viro uma “extensão das nossas mãos”, o que dexa muitos estudiosos preocupados com o nível que a obsessão pela tecnologia está chegando. A falta de tempo para ler um livro, jogar um jogo de tabuleiro pode ser exemplificada pela preferencia do público de utilizar esse tempo para fazer várias atividades diferenciadas no lugar de um jogo, por exemplo. A juventude atualmente está sim necessitada de internet 24 horas por dia.

  15. É quase impossível, hoje, avaliar quanto tempo as pessoas passam conectadas. Somos todos conectados. Estamos integralmente conectados. É a extenção de nós. A internet, meio compacto e sintético de se obter informações e de se contruir relacionamentos. Esse me parece o problema principal, a síntese em excesso. A superficialidade daquilo que construímos. Como pode a extenção de nós mesmos, seres tão complexos, ser raza e simplória?

  16. A mídia está cada vez mais presente no nosso dia a dia, e a evolução das tecnologias podem nos levar a viver em um mundo diferente, um mundo onde todos estao sempre conectados, e quem não está é excluido da sociedade.
    Nos expomos demais através da mídia, e as pessoas sentem necessidade de se expor publicamente para se auto afirmar. Porém isso não quer dizer que as redes sociais são ruins ou boas, como diz o próprio texto, mas cabe a nós mesmos usa-la de maneira adequada.

  17. A mídia está cada vez mais presente em nossas vidas, tornando-se assim parte das nossas ações. Usamos então as redes sociais como forma de nos atualizar sobre as “novidades” da vida alheia. Além disso, o mundo tecnológico de hoje quase não nos permite ficar longe do computador e das redes sociais. Consequências ruins a parte, a internet e a tecnologia proporcionaram uma enorme facilidade e rapidez em nossas vidas.

  18. Como diz a teoria da Cibercultura, a evolução das tecnologias, principalmente das digitais, tem sim o poder de colocar todos nós a um caminho sem volta – se já não colocou – de estarmos para sempre conectados.
    Como você mesma disse em seu texto, que cada vez mais queremos e precisamos nos exibir e que essa nossa performance vai definir nosso lugar na vida social, Lévy também disse em sua teoria que “as tecnologias produzem os excluidos”.
    Portanto, mesmo concordando que o intuito da diversos usuários é de se “mostrar”, acho que as mídias sociais não são tão erradas. Ora, são elas que, ao contrário dos veículos de comunicações convencionais – como a TV, rádio e o jornal – todos nós podemos fazer, escrever, interpretar as informações que quisermos. Não há aquela hierarquia. Na TV, por exemplo, só uma ou pouquíssimas pessoas tem o poder de nos mandar as notícias que quiserem e que acharem importantes.

  19. A socidade, cultura e tecnologia estão caminhando juntas nos tempos de hoje, tempos que mudaram, a cibercultura não é uma inovação, ela apenas nos faz praticar o que sempre praticamos, porém de maneira tecnologica, como em uma rede de amigos, todos temos um grupo de amigos, estes estão sendo substituidos pelas redes sociais, se transformam em redes de amigos, ou seja é um aprofundamento do que já existe.
    Isso nos leva a uma conclusão, que sim há uma exagerada utilização das redes sociais, elas fazem a praticidade para as pessoas, por exemplo os bancos, hoje tudo pode ser feito pela internet, e com certeza cada dia mais isso irá aumentar.

  20. As redes sociais, hoje em dia, viram justificativas para sucesso e derrota de qualquer coisa. Não sabemos mais viver sem os efeitos que a globalização nos oferece, estamos obcecados e determinados, de que a redes sociais são justificáveis.
    Não sabemos mais diferenciar necessidade, de obrigação, virou manual nas empresas, para atingir o sucesso a companhia precisa ter páginas na internet, se não virá sinônimo de arcaica.
    Termino com uma pergunta, internet e redes sociais são cruciais?

  21. A era da internet está acelerando compulsivamente o processo de globalização. A nova ferramenta nos permitiu atravessar barreiras. Quase tudo, hoje, é possível ser realizado através da internet. A grande pergunta é: aonde chegaremos com isso? Segundo Pierre Lévy, mais do que solução,
    a cibercultura é um problema a resolver. A internet não trouxe somente benefícios e precisamos reaver valores importantes que se perderam com a chegada dessa plataforma, por exemplo a interação fisica com as pessoas, não apenas passar o dia inteiro na frente de uma tela.

  22. Conforme as coisas vão indo, a tendência é que o ser humano passe cada vez mais tempo conectado, expondo cada vez mais informações particulares. Como o próprio texto trás, 80% das pessoas que postam algo nas redes sociais, estão falando delas próprias. Isso seria insegurança, ou se gostar demais?
    A internet chegou e facilitou muito a vida das pessoas: acesso à informação, rapidez de comunicação etc etc etc.. Pierre Lévy mesmo fala sobre o consumo de informação: “Eu acho que as notícias serão consumidas através das redes sociais, como Twitter, Facebook ou Google+.A mídia social permite que você escolha suas fontes e ordene suas prioridades entre as fontes. Você pode personalizar a forma como vai receber as notícias. Será assim no futuro: o usuário terá a habilidade de priorizar as fontes e os temas e escolher deliberadamente o que ele quer saber. Será uma atividade que a próxima geração já vai aprender a fazer nas escolas.”
    Ou seja, chegaremos à um ponto que as pessoas não conseguirão viver sem a internet. Se é que já não conseguem..

  23. O ser humano está cada vez mais atrelado às redes sociais, talvez por ver tal mecanismo como extensão de sua vida privada, uma forma de idealizar o impossível escondido por de trás de uma rede social. Uma forma de ser o que se quer ser, de fantasiar o desejado e alcançar o impossível.
    Percebemos que se torna imprescindível e que a falta passa a configurar como exclusão de uma comunidade atuante. Porém, sabe-se que, com isso as pessoas se fecham em seu mundo, e acreditam estar nele, o que é um puro engano, uma falsa sensação de poder de superioridade e de ostentação. Passam enfim, a perder a inibição e se tornarem fortes mesmo sendo fracos, uma falsa sensação confortante e que clareia à medida que se vê que nada mudou . Por isso Pierre Lévy diz, “Mais do que uma solução, a cibercultura é um problema a resolver”.

  24. Pelo andar da carruagem, sim. Estamos cercados de fotos, montagens, infográficos e vídeos. Formatos de mídia que ganham a atenção da maioria em relação aos textos. Mas por que isso está acontecendo?

    Segundo Lindsay Stanford é, principalmente, porque não temos mais tempo. Nos satisfazemos com uma leitura panorâmica do que nos interessa. Não é à toa que redes sociais como Pinterest, Instagram e Tumblr, fazem tanto sucesso.

    até para entrarmos em uma rede social precisamos definir um propósito: conhecer o comportamento e a opinião das outras pessoas, buscar boas referências, fazer pesquisas. Mesmo que seja só bisbilhotar o perfil alheio, precisamos estar conscientes de que é por isso que estamos lá. Vale a reflexão.

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